13 julho 2006

Alcochete 32


O Largo Marquês de Soydos (primeira metade do séc. XX).

Alcochete 31


Esta foto teria sido tirada no largo Marquês de Soydos (primeira metade do séc. XX).

12 julho 2006

Sou anti-comunista

Desde muito cedo recebi uma profunda formação clássica. Já com treze anos eu conhecia a locução latina de Terêncio Homo sum; humani nihil a me alienum puto (sou homem e nada do que é humano me é alheio). Nesta conformidade, eu sentia escrúpulos em me afirmar anti-comunista, sem saber que jogava contra mim próprio.
Hoje sei que a defesa do homem pleno reclama que me afirme desassombradamente anti-comunista porque, como se lê no Evangelho da Cruz, ninguém pode servir a dois senhores. Porque, ou odiará a um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro (Mat. 6, 24).
Se os alcochetanos alguma vez me virem ao lado dos comunistas com o copo de moscatel na mão, então anunciem sobre os telhados que o Marafuga desistiu de ser homem.

Faça o obséquio de ler...

Faça o obséquio de ler os textos "Preservando uma visão" e "Preservando uma visão: parte II" de Thomas Sowell em http://www.midiasemmascara.com.br/print.php?id=5031 e http://www.midiasemmascara.com.br/print.php?id=5042 respectivamente.
Obrigado.

Estes independentes...

Palavra que esta notícia tem pano para mangas. Não deixe de a ler. Como diz o "Coelhone": os independentes são um perigo!...
O que me surpreende é este sítio na Internet, espelhando o oposto das declarações atribuídas ao autarca.
Lá para o final da notícia aparece algo que frustrou as minhas expectativas: «não é sustentável abrir todos os processos de decisão e de gestão autárquica aos munícipes».

Saídas para a crise

Ontem perguntaram-me como é que se manda embora um executivo camarário. A minha resposta foi esta: espera-se pouco mais de três anos ou manifesta-se aos visados, insistentemente, o direito à indignação.
Quando Assembleia Municipal e Câmara Municipal têm a mesma maioria partidária, moções de censura são inviáveis e, na prática, o sistema está bloqueado.
A renúncia é a solução mais simples contemplada na lei das autarquias locais, porque a demissão forçada implica um processo complexo e só será decretada pelo Tribunal Administrativo se houver violação grave dos deveres legais.
Ver artigo 242.º da Constituição e a lei da tutela administrativa (Lei n.º 27/96).
Que me recorde, a destituição de órgãos autárquicos nunca sucedeu em Portugal nos últimos 30 anos.
Primeira lição prática a reter para o futuro: na próxima eleição para as autarquias locais não dê os seus votos a um só partido ou coligação.

Desportivo muda de rumo

Encontrei o novo presidente da Direcção do Alcochetense, Dr. Carlos Cortes, que me disse haver um plano para mudar o rumo da colectividade.
Brevemente serão anunciadas essas novidades, inclusive no sítio do clube na Internet.
Quem lançou um apelo aos sócios, há algumas semanas, só pode congratular-se ao saber que o Desportivo encontrou um novo rumo pouco antes de celebrar as Bodas de Diamante.
Se nem as colectividades de referência nos derem alguns motivos de satisfação, a auto-estima alcochetana andará ainda mais pelas ruas da amargura. E já basta o que basta!

11 julho 2006

Alcochete 30


O Rossio de Alcochete (primeira metade do séc. XX).

Alcochete 29


O professor Leite e seus alunos na escola do Rossio (anos cinquenta).

Recomendação de leitura

Recomendo a leitura do texto "A paz mortífera" do filósofo brasileiro Olavo de Carvalho em http://www.olavodecarvalho.org/semana/060706jb.html
Obrigado

Sinais do tempo


É a segunda vez, em menos de um ano, que da minha "torre de controlo" observo uma tempestade de areia sobre Alcochete (imagem das 15h15, click sobre ela para ampliar).
Vento de Sul/Sudoeste com rajadas, transportando areia de locais longínquos e subida repentina da temperatura.
Possível tempestade a caminho, a julgar pelas imagens de satélite.

Alcochete 28


Procissão à entrada do Rossio ( anos sessenta).

10 julho 2006

Alcochete 27


Por trás da Igreja Matriz (primeira metade do séc. XX).

À sueca...

Infelizmente a totalidade da notícia só pode ser lida por assinantes, mas nesta página há um breve resumo da história (dentro de cinco dias o link poderá ter mudado e a pesquisa terá de ser feita por palavra-chave).
Há tempos, Ingvard Kamprad – sueco, fundador da Ikea e o 4.º homem mais rico do mundo – veio a Portugal visitar a loja da empresa.
Alojou-se numa modesta pensão da Praça da Alegria, em Lisboa, e usou o táxi na ida para o dito estabelecimento. O regresso foi feito no autocarro da carreira 14 da Carris.
Será história típica de um "Tio Patinhas"? Não, não é. É normal entre dirigentes e quadros desse país. É preciso ter algum conhecimento da sociedade sueca para entender como as coisas funcionam por lá.
E lembrar-me eu que, invariavelmente, uma das primeiras decisões do nosso mui ilustre poder local é adquirir veículos de serviço para executivos.

Samouco: mostrar serviço


Há quase cinco meses, neste texto, apresentei algumas sugestões acerca do que poderia ser feito na vila de Samouco para o município mostrar serviço.
Reparei ontem que as fontes continuam a ser uma tentação, pois aquela cuja construção principiara há muitos meses parece ter sido finalmente desempanada e deverá estar a funcionar em breve (talvez mesmo a tempo das festas, entre 14 e 18 do corrente).
Porém, à excepção dessa fonte situada à entrada da vila para quem vem de Montijo, tudo o mais apontado está rigorosamente na mesma.
Porque para mim, pelo menos, mandar cortar erva não é mostrar serviço. É esconder o imobilismo debaixo do tapete...

09 julho 2006

Alcochete 26


Uma charrette passa em frente da Igreja Matriz de Alcochete (primeira metade do séc. XX).

Alcochete 25


O jardim do Largo do Poço, o busto do Padre Cruz e ao fundo o edifício da Câmara (anos cinquenta).

Do Mira ao Tejo

Tinha todas as razões e até o direito de não pensar Alcochete. A meus pés a mansa foz do Mira e um pouco para a direita o Atlântico. Alguém passa a vender bolas de Berlim e sumos. Aproveitei. Na esplanada a três passos tomei um café. De regresso ao meu lugar puxei por uma cigarrilha. A cortina de fumo eleva-se à frente dos meus olhos. Já não vejo este rio nem piso esta areia. É na Praia dos Moinhos que estou e miro as águas pachorrentas do Tejo.
Se alguma coisa me impressiona na história local depois do 25 de Abril é o facto de nenhum autarca se ter imposto ao meu respeito de cidadão e munícipe que sou. Se a Câmara de Alcochete fosse presidida por um homem da envergadura de um Dr. Luís Santos Nunes, atrever-me-ia eu a dizer e escrever de um varão desses o que disse e escrevi dos Boieiros e Inocêncios? É claro que não!
Mas em Alcochete já não há homens com o gabarito dos melhores administradores do Concelho ao longo dos três primeiros quartéis do séc. XX? Sei que há, mas eles não pertencem à nomenclatura de partidos políticos que saqueiam Portugal nos últimos trinta anos. Não pertencem nem podem pertencer. Os valores do homem-homem não se ajustam aos contra-valores das esquerdas. Estas querem destruir o legado civilizacional de dois mil anos; aquele pugna pela fé dos antepassados, pela genuína cultura do povo, pela família, etc.

08 julho 2006

O anónimo

O anónimo é sempre alguém que se coloca numa posição de domínio sobre o outro.

Alcochete 24


O carteiro no Largo do Poço (primeira metade do séc. XX).