(Não sabiam?!)
21 março 2006
São Francisco: sugestões para mostrar serviço (2)

Lamento que haja tantos espaços abandonados e inúteis em áreas urbanas do concelho, nem todos aparentemente privados. Aliás, se se situarem em áreas urbanas consolidadas, em nome da segurança, da higiene e da qualidade ambiental o município de Alcochete deveria obrigar os respectivos proprietários a vedarem e limparem convenientemente esses terrenos.
Vários municípios têm posturas que obrigam à edificação de muros e à limpeza periódica de terrenos privados edificáveis e, sempre que se verifique a existência de perigo de salubridade ou de incêndio, notificam os proprietários para removerem a causa da situação detectada num certo prazo, sob pena de, independentemente da aplicação da respectiva coima, o município substituir-se aos responsáveis na remoção e debitar aos mesmos as respectivas despesas.
Não encontrei no sítio do nosso município na Internet qualquer referência a esse assunto, presumindo que não haja regulamentação específica. É pena.
As imagens acima exemplificam o caso de um dos muitos espaços expectantes no centro de São Francisco. Parece-me ser o maior e por isso dou-lhe destaque.
Em tempos garantiram-me que o espaço se destina à construção de um templo da Igreja Católica. Nada a obstar, considerando que a freguesia não tem igreja desde o séc. XIX, quando foi demolido o convento. Presentemente existe uma capela provisória, o pré-fabricado em segundo plano na imagem superior.
No entanto, até existirem os fundos necessários para a construção do templo, nada impede que a autarquia dê um mínimo de dignidade ao espaço e mande afixar uma placa esclarecedora. Além disso, devido o declive do terreno, sempre que chove com intensidade a areia escorre para o piso da Rua Vergílio Ferreira.
São Francisco é, presentemente, a única freguesia do concelho sem espaços verdes dignos dessa designação. Se bem me recordo, o anterior executivo ambicionava construir o maior parque do concelho nessa freguesia. Procurei no programa eleitoral da CDU, mas nada encontrei sobre o assunto.
Está lá apenas isto e parece-me suficiente: "Requalificar os espaços verdes/jardins e zonas de lazer e de animação infantil do município, bem como recuperar outros espaços verdes entretanto votados ao abandono, em articulação com as Juntas de Freguesia de Alcochete, de S. Francisco e do Samouco."
Era conveniente que o executivo camarário aproveitasse a reunião da próxima quarta-feira, em São Francisco, para fornecer alguns esclarecimentos sobre o assunto.
Se, como disse no discurso de posse, o actual presidente da câmara quer «impedir que Alcochete se torne um concelho dormitório», terá de fazer alguma coisa (e depressa) para que os residentes desfrutem do merecido bem-estar e se sintam atraídos pelo que os rodeia.
20 março 2006
São Francisco: patos, sapos e ninjas

Sobre o pré-escolar de São Francisco faltava mostrar este magnífico edifício. Ou será um cartaz?
Há um ano, o concurso da obra estava prestes a ficar pronto. Mas era a obra do cartaz e não do edifício, claro.
Coincidência ou não, o espaço foi limpo há poucos dias antes que alguém sugerisse pôr lá um rebanho de ovelhas. Topam?
Enquanto não sai o edifício, ou o cartaz, que tal pôr um lago com patinhos neste espaço?
Não se pode, por causa da gripe das vacas loucas? Perdão: da BSE aviária? Desculpem, já estou a pôr asas nas vacas e galináceos a marrar.
Então e se for um lago com sapos?
Não pode ser porque alguém anda a engoli-los todos? Olha que pena!
E com tartarugas ninja?
Não porque são muito agressivas? Olha que pena!
Eh pá, sejam simpáticos e ajudem a pôr aqui qualquer coisinha!...
Às vezes temos de levar isto a brincar, para o mal que nos rodeia não parecer tão sério.
Rótulos:
Câmara Municipal,
Ensino,
São Francisco
Chuta!
São Francisco: sugestões para mostrar serviço

Aproveito uma reunião "descentralizada" da edilidade de Alcochete, na próxima quarta-feira, em São Francisco, para abordar questões relacionadas com essa freguesia.
As principais preocupações dos residentes prendem-se com a exiguidade das infra-estruturas escolares e de saúde, em face do significativo aumento populacional com o novo empreendimento Villas do Duque, cujos primeiros edifícios estarão prontos dentro de um ano.
Nessa urbanização estão licenciados e em início de construção os primeiros edifícios habitacionais (pelo menos 14), todos com dois pisos acima da cota da soleira, sendo voz corrente que os residentes na freguesia quase duplicarão quando todo o empreendimento estiver concluído.
O que os moradores de São Francisco dizem desconhecer, por enquanto, são as respostas planeadas nas áreas da saúde, da educação e dos transportes públicos.
Presentemente, a extensão de saúde de São Francisco está instalada numa casinha, situada à beira da EN119, cuja área total não excederá 75m2 (ver imagem).
Daqui a um ano continuará a funcionar aí? E haverá médicos disponíveis no Centro de Saúde de Alcochete? As questões da saúde não são com a câmara, todos o sabemos. Mas como lhe cabe licenciar novas construções, presume-se que terá alertado a entidade responsável. Teria recebido resposta?
O pré-escolar da freguesia funciona num pavilhão pré-fabricado, anexo à cantina escolar (ver imagem). O novo é (será ainda?) mera promessa eleitoral estampada num painel publicitário.
No sítio da câmara na Internet, a última notícia oficial sobre o pré-escolar de São Francisco tem quase um ano. Data de 23 de Março de 2005 e diz-nos que "a Câmara Municipal está prestes a lançar a concurso a empreitada referente à construção de um Pré-escolar (Jardim-de-infância) na freguesia de São Francisco". Estava prestes?
Em Novembro passado, em artigo lido no blogue «Escândalos no Montijo», Susana Almeida, presidente da Junta de Freguesia de São Francisco, escrevia o seguinte: "tomei conhecimento que o actual executivo da Câmara Municipal levantou um conjunto de obstáculos (...) que evoluíram para uma posição onde já não concordam com a localização do novo pré-escolar".
Acreditamos no cartaz ou na presidente da junta?
Em que pré-escolar pensa o município colocar os filhos dos novos residentes que, às dezenas, começarão a chegar ao concelho no início do próximo ano? Diz o tal painel publicitário da câmara que a construção do pré-escolar demora um ano.
Não menos problemática poderá ser a Escola do 1.º Ciclo do Ensino Básico de São Francisco, cujo edifício parece pequeno para albergar tantas crianças (ver imagem).
A câmara tem algo a dizer aos habitantes de São Francisco em matéria de saúde e educação, pelo menos?
Quanto aos transportes públicos, as preocupações são antigas: a freguesia de São Francisco está muito mal servida. Atente-se nesta página dos TST, contendo o horário dos autocarros de e para Lisboa.
Amanhã há mais.
Rótulos:
autarcas,
Câmara Municipal,
Ensino,
São Francisco,
saúde,
transporte público
Parabéns à junta de São Francisco

Escrevi aqui, há dias, que todos os parques infantis existentes no concelho não cumprem as normas legais para esse tipo de equipamentos.
Lamento ter sido injusto em relação a um caso e peço desculpa por isso. Há um novo parque infantil modelar, aparentemente construído pela junta de freguesia local na Urbanização de São Francisco.
Considero exemplar o parque de jogos e recreio «Os Traquinas», cuja abertura não vi noticiada, pelo menos, no sítio da câmara na Internet.
Em todo o caso, tenho algumas dúvidas acerca dos tacos de madeira colocados no solo, a dividir os brinquedos do parque, por me parecer que impedem a mobilidade de crianças de tenra idade.
Ainda assim, parabéns à Junta de Freguesia de São Francisco!
19 março 2006
E se cai? (2)

O Art.º 10 do Regulamento Geral de Edificações Urbanas é claro quanto ao assunto:
"Independentemente das obras periódicas de conservação a que se refere o artigo anterior, as câmaras municipais poderão, em qualquer altura, determinar, em edificações existentes, precedendo vistoria realizada nos termos do artigo 5 I.°, § 1.º do Código Administrativo, a execução de obras necessárias para corrigir más condições de salubridade, solidez ou segurança contra o risco de incêndio.1°Às câmaras municipais compete ordenar, precedendo vistoria, a demolição total ou parcial das construções que ameacem ruína ou ofereçam perigo para a saúde pública. 2° As deliberações tomadas pelas câmaras municipais em matéria de beneficiação extraordinária ou demolição serão notificadas ao proprietário do prédio no prazo de três dias, a contar da aprovação da respectiva acta".
Se a CMA nada faz, em manifesto desrespeito pela segurança dos munícipes, é tão simplesmente por que não quer. Porquê?
E se cai?
Faz parte do programa do Governo, contemplar legislação especial para a expropriação dos prédios urbanos em ruínas, que transcrevo: “aperfeiçoará os mecanismos de expropriação de imóveis degradados, tendo por objectivo agilizar o processo de aquisição pelo Estado ou pelas autarquias de prédios em ruínas, combatendo a tendência especulativa dos terrenos onde se implantam”. Há, contudo, na questão levantada por F. Bastos, um problema de segurança das pessoas, deixando de lado a dos bens, que não se coaduna com o portuguesíssimo “amanhã vê-se isso”. Imaginem, leitores, se a empena cai hoje?!
Não aos anónimos cobardes
É intolerável que, a coberto do anonimato, se insulte e difame quem quer que seja.
Se tal voltar a suceder neste blogue, os comentários passarão a ser exibidos somente após validação dos autores dos textos.
Se tal voltar a suceder neste blogue, os comentários passarão a ser exibidos somente após validação dos autores dos textos.
Para que alguma coisa mude (4)

Esta imagem inspira alguém a contribuir com algo que evite confundir o centro histórico de Alcochete com cenários desoladores da 2.ª Guerra Mundial?
Sim, a parede é privada. Mas o mau aspecto é público e notório. Ou não?
Além disso, tenho sérias dúvidas que esta empena esteja de pé muito tempo. E quando cair causará estragos, pelo menos no edifício em primeiro plano na imagem.
18 março 2006
Entardecer
Senhora

Paula Rego, "Bertha"
Senhora, Partem Tam Tristes
Senhora, partem tam tristes
Meus olhos por vós, meu bem,
Que nunca tam tristes vistes
Outros olhos por ninguém.
Tam tristes, tão saudosos,
Tam doentes de partida,
Tam cansados, tão chorosos,
Da morte mais desejosos
Cem mil vezes que da vida.
Partem tam tristes os tristes,
tam fora d’ esperança bem,
Que nunca tam tristes vistes
Outros nenhuns por ninguém.
João Roiz de Castel-Branco
17 março 2006
Esclarecimento trágico
Sou licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa no curso de Línguas e Literaturas Modernas/variante de Estudos Portugueses (já não falo nas várias credenciais que obtive depois da minha licenciatura).
Sou professor efectivo de Língua e Literatura Portuguesas na Escola Secundária Jorge Peixinho (Montijo) onde lecciono há 23 anos.
Sou um homem de família.
Muitas pessoas, com o intuito de me desviarem da minha intervenção cívica e, quiçá, para me intimidarem, chegam-se ao pé de mim e dizem-me que eu não deveria esquecer quem sou.
Sei que vivo num mundo onde a hipocrisia e a mentira cada vez se agravam mais sem travão à vista. Não me basta ser doutor, tenho que parecer. Ora eu não pareço que sou doutor porque não uso fato e gravata nem sou um cheira-cus (peço perdão, mas tem que ser) para ganhar mais uns cobres. Deus fez-me pobre e pobre quero morrer.
Portanto, é com a máxima consciência de homem livre e solidário que afirmo ser um professor que coloca a modesta competência ao serviço do outro. Daqui ninguém me tira, ainda que perca o direito à praxe do "Dr." antes ou, parenteticamente, depois do meu nome.
Alguém em Alcochete costumava dizer que preferia estar no céu com poucos do que no inferno com muitos. Mas eu digo: prefiro estar no inferno com muitos do que no céu com poucos. É uma opção conscientíssima que me irmana com a dor de todos os homens.
Sou professor efectivo de Língua e Literatura Portuguesas na Escola Secundária Jorge Peixinho (Montijo) onde lecciono há 23 anos.
Sou um homem de família.
Muitas pessoas, com o intuito de me desviarem da minha intervenção cívica e, quiçá, para me intimidarem, chegam-se ao pé de mim e dizem-me que eu não deveria esquecer quem sou.
Sei que vivo num mundo onde a hipocrisia e a mentira cada vez se agravam mais sem travão à vista. Não me basta ser doutor, tenho que parecer. Ora eu não pareço que sou doutor porque não uso fato e gravata nem sou um cheira-cus (peço perdão, mas tem que ser) para ganhar mais uns cobres. Deus fez-me pobre e pobre quero morrer.
Portanto, é com a máxima consciência de homem livre e solidário que afirmo ser um professor que coloca a modesta competência ao serviço do outro. Daqui ninguém me tira, ainda que perca o direito à praxe do "Dr." antes ou, parenteticamente, depois do meu nome.
Alguém em Alcochete costumava dizer que preferia estar no céu com poucos do que no inferno com muitos. Mas eu digo: prefiro estar no inferno com muitos do que no céu com poucos. É uma opção conscientíssima que me irmana com a dor de todos os homens.
O site oficial da Câmara
O site oficial da Câmara Municipal de Alcochete, http://www.cm-alcochete.pt ,causa em mim uma profunda indignação porque, quase sempre, estamos ali perante a conversa da treta. Infelizmente, é assim que tenho de falar para chamar a atenção de algumas consciências.
Quando abordo as pessoas sobre este assunto, não encontro nenhuma que veja qualquer interesse no referido jornal electrónico da Câmara, o que explica os mais de 3000 acessos ao blog Praia dos Moinhos em tão pouco tempo.
As notícias típicas do site em foco são: "Câmara promove passeio de BTT", "II Convívio de Andebol", "Programa Alcochet'Aventura. Câmara promove Monte de Pancas", etc.
O que é que isto interessa à extrema necessidade sentida cada vez mais pelo cidadão a favor de uma informação concreta e substancial?
Por que razão o site da Câmara não fala com o discurso da verdade institucional sobre a situação da Fundação João Gonçalves Júnior, sobre a Fundação das Salinas do Samouco, sobre as obras em curso, sobre as populações de Monte Laranjo, Pontão e Passil, sobre os projectos futuros, etc.?
O primeiro responsável pela Câmara Municipal de Alcochete é o respectivo Presidente, Dr. Luís Franco. Este autarca deverá responder pelo uso dos dinheiros públicos até ao último cêntimo.
Quando abordo as pessoas sobre este assunto, não encontro nenhuma que veja qualquer interesse no referido jornal electrónico da Câmara, o que explica os mais de 3000 acessos ao blog Praia dos Moinhos em tão pouco tempo.
As notícias típicas do site em foco são: "Câmara promove passeio de BTT", "II Convívio de Andebol", "Programa Alcochet'Aventura. Câmara promove Monte de Pancas", etc.
O que é que isto interessa à extrema necessidade sentida cada vez mais pelo cidadão a favor de uma informação concreta e substancial?
Por que razão o site da Câmara não fala com o discurso da verdade institucional sobre a situação da Fundação João Gonçalves Júnior, sobre a Fundação das Salinas do Samouco, sobre as obras em curso, sobre as populações de Monte Laranjo, Pontão e Passil, sobre os projectos futuros, etc.?
O primeiro responsável pela Câmara Municipal de Alcochete é o respectivo Presidente, Dr. Luís Franco. Este autarca deverá responder pelo uso dos dinheiros públicos até ao último cêntimo.
Alvorada

Hoje levantei-me assim, de Régio, coisa velha de anos. Adolescente já tinha o poema na cabeça, ciranda e sarabanda, não sei porquê, deve ser, ai...”caspa poética”. É magnífico de sonoridade, ritmo, não podia deixar de o partilhar convosco (só parte, é muito extenso!).
TOADA DE PORTALEGRE
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos, oliveiras e sobreiros
Morei numa casa velha,
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela...
Cheia dos maus e bons cheiros
Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos, -
Quis-lhe bem como se fora
Tão feita ao gosto de outrora
Como as do meu aconchego.
Em Portalegre, cidade
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De montes e de oliveiras
Ao vento suão queimada
( Lá vem o vento suão!,
Que enche o sono de pavores,
Faz febre, esfarela os ossos,
E atira aos desesperados
A corda com que se enforcam
Na trave de algum desvão...)
Em Portalegre, dizia,
Cidade onde então sofria
Coisas que terei pudor
De contar seja a quem for,
Na tal casa tosca e bela
À qual quis como se fora
Feita para eu morar nela,
Tinha, então,
Por única diversão,
Uma pequena varanda
Diante de uma janela
Toda aberta ao sol que abrasa,
Toda aberta ao sol que abrasa,
Ao frio que tosse e gela
E ao vento que anda, desanda,
E sarabanda, e ciranda
Derredor da minha casa,
Em Portalegre, cidade
Do Alto Alentejo, cercada
De serras, ventos, penhascos e sobreiros
Era uma bela varanda,
Naquela bela janela!
(...)
Para que alguma coisa mude (3)

Na sequência disto e disto, André enviou-me esta imagem alternativa com a seguinte mensagem:
"Conversei com um amigo arquitecto que desaconselha vivamente este tipo de intervenção num local como este — (ver imagens anexas aos dois textos anteriores) — apresentando argumentos que têm a força dos anos e da experiência.
Sendo o passeio muito estreito e estando a parede referida mesmo em cima da via pública, uma intervenção deste tipo teria (neste local, sublinho) um efeito agressivo sobre os peões e cansativo para as pessoas que passam ali todos os dias.
Sugeriu antes que a óptima ideia fosse transportada para outros locais menos claustrofóbicos.
Quanto à parede em questão, sugeriu a instalação de um painel de azulejos ou outro material lavável, de preferência em tons claros, sem grande "densidade gráfica" por forma a ser leve e neutro para quem passa.
Na verdade, o que ele achava ser a melhor opção era a pintura tradicional, exactamente como na fachada, branca e ocre, mas isso não resolveria o problema da degradação ou do convite ao "vandalismo" do cartaz ou grafiti.
Talvez uma solução mista fosse o ideal".
Parece-me correcta a observação. Concordo.
Obrigado André. A sua intervenção demonstra que, todos juntos, podemos ser úteis a nós próprios e a Alcochete.
Entretanto, não me rendo a uma alegação lida algures, segundo a qual a parede em causa é propriedade privada.
Já falaram com o(s) dono(s)? Desapareceram? Recusaram?
Alguém se oporá a que Alcochete seja alindada pelo seu município, desde que se trate de valorizar a paisagem urbana sem adulterar nem prejudicar a propriedade privada?
Prometo mostrar em breve, pelo menos a quem não conheça, o efeito perverso que o famosíssimo argumento da propriedade privada tem tido na qualidade de vida de alguns alcochetanos. São "picadas" iguais às de África! E estas estão a 7km dos Paços do Concelho...
Desde há tempos, o argumento da propriedade privada dá-me vontade rir. Os acessos ao fórum cultural não foram planeados em propriedade privada? A nova biblioteca não foi parcialmente implantada em propriedade privada?
Ou seja: nuns casos a propriedade privada é boa desculpa para enganar parolos, noutros espezinham-se os donos e é o quero, posso e mando. Tudo depende da vontade do xerife. Topam?
Rótulos:
artérias,
autarcas,
biblioteca,
Câmara Municipal,
Fórum cultural,
obras
Os autocarros (3)
No dia em que a variante abrir ao tráfego haverá ou não passagem superior entre a escola secundária e o centro de saúde de Alcochete? Sempre esteve prevista. Eu ouvi garanti-lo, mais de uma vez, e deve estar escrito em actas da câmara.
Sem essa passagem duvido que os autocarros saiam do interior da Urbanização dos Barris. Os alunos da secundária (a maioria?) teriam de atravessar a variante duas vezes por dia, pelo menos.
E se alguém julga que, quanto à variante e aos alunos da escola El-Rei D. Manuel I, pode estar descansado, engana-se. Há miúdos desta a entrar e sair na paragem situada na Rua da Escola Secundária, para evitar a rebaldaria na mais próxima da escola. Eu vejo-o, ninguém mo disse.
Sem essa passagem duvido que os autocarros saiam do interior da Urbanização dos Barris. Os alunos da secundária (a maioria?) teriam de atravessar a variante duas vezes por dia, pelo menos.
E se alguém julga que, quanto à variante e aos alunos da escola El-Rei D. Manuel I, pode estar descansado, engana-se. Há miúdos desta a entrar e sair na paragem situada na Rua da Escola Secundária, para evitar a rebaldaria na mais próxima da escola. Eu vejo-o, ninguém mo disse.
16 março 2006
Podemos comer descansados?
2006-02-06
Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas
Gabinete do Ministro
Nota de imprensa
Esclarecimento sobre o mercúrio no estuário do Tejo
1. A contaminação por mercúrio no estuário do Tejo é do conhecimento da comunidade científica desde há pelo menos 20 anos e resultou de actividades industriais na região de Lisboa numa época em que as preocupações com a qualidade ambiental eram menores. O primeiro estudo com divulgação internacional foi realizado em 1985 (Figuères et al, Estuarine, Coastal, Shelf Sciences, 20, 183-203);
2. O compartimento do estuário mais influenciado por estas descargas é o sedimento, devido à elevada afinidade do mercúrio às partículas sólidas que o constituem. O trabalho mais recentemente publicado indica a existência de duas zonas no estuário (junto ao Barreira e na Cala Norte) com níveis elevados de mercúrio e monometilmercúrio (Canário et al, 2005. Marine Pollution Bulletin, 50, 1121-1125);
3. Não existem, no entanto, segundo os resultados das análises efectuadas periodicamente pelo INIAP/IPIMAR (Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas / Instituto de Investigação das Pescas e do Mar) evidências de que os resíduos de mercúrio nos recursos da pesca capturados neste estuário ultrapassem o limite máximo permitido;
4. A dinâmica do estuário do Tejo, assim como as frequências operações de dragagem, favorecem a dispersão dos contaminantes retidos nos sedimentos. Para além disso, foi observada uma exportação considerável (mais de 50%) de mercúrio para a atmosfera sempre o sedimento fica exposto à radiação solar (Canário & Vale, 2004. Environmental Science and Technology, 35, 3901-3907);
5. O conhecimento da intensidade e amplitude da contaminação por mercúrio é indispensável para avaliar e gerir os riscos, designadamente quando se pretende incrementar o ordenamento do litoral e avaliar a qualidade dos recursos da pesca e da qualidade do ar;
6. Foi solicitado à Fundação para a Ciência e Tecnologia (MCTES) apoio para aprofundar estudos com vista ao melhor conhecimento do ciclo de mercúrio no estuário do Tejo e identificar eventuais situações de risco.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





