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04 setembro 2008

Política de financiamento de Colectividades

Todos os autarcas têm interesse em dinamizar e potenciar as actividades das colectividades existentes no seu concelho. Havendo um orçamento disponível, que critérios devem ser utilizados para distribuir o bolo?
Não conheço o que está instituído em Alcochete, nem conheço modelos aplicados noutros locais, mas considero que deve ser o mais objectivo possível.

Que factores a considerar?
- Nº de eventos que a colectivade efectuou no ano anterior?
- Nº de pessoas que usufruiram dos serviços prestados pelas colectividadas?
- Nº de prémios, medalhas recebidos pela colectividade?
- Contributo da colectivdade para a imagem do concelho através do nº de reportagens publicados na imprensa, rádio ou TV
- Será que devemos considerar todos estes factores devidamente ponderados? Qual a ponderação a considerar?

Qual a vossa opinião e sugestão?

19 agosto 2008

Solidariedade

Lamento ler esta notícia acerca do Alcochetense. Escuso-me de descer aos pormenores porque não vale a pena perder tempo com o futebol. Tal como esta democracia também já não tem povo.

18 agosto 2008

A Fundação João Gonçalves Júnior (3)

Nos últimos tempos a minha participação neste espaço de diálogo não tem sido muita, por escassez de tempo. No entanto não resisto a um comentário a este maravilhoso texto do Fonseca Bastos. Aproveito para recordar que no programa eleitoral, em 2005, expressei a vontade de entregar a Fundação à Igreja Católica. Naquela altura e no único debate realizado o actual Presidente e o seu antecessor fizeram um sorriso de gozo, demonstrativo da ignorância da História. Aqueles aqui acrescentaram comentários estatizantes, são da mesma índole daqueles outros que à sombra de um ideal já desaparecido com a queda de um muro, enganam o povo nas várias terras, apregoando um estilo de vida que nem eles o praticam. E quando não têm argumentos que sirvam para o contraditório, lá vão ao baú buscar a cassete, mas esquecem-se que a História se faz com homens bons, mesmo que em alguns casos tenham estado posicionados em campos opostos ao meu pensamento. Antes de finalizar, pergunto porque certa plebe tem medo que as novas gerações conheçam o que houve de bom e de mau na História de Portugal? Será que estes mesmos já se dignaram visitar certas zonas de Alcochete? Termino deixando um repto a todos quantos participam neste blog ou noutros não tenham receio de assumir a sua identificação, as perseguições não são feitas aqui.Como alguém disse no passado todos temos direito à indignição; acrescento agora, mal vai este cantinho, porque as pessoas têm receios dos caciques.

13 agosto 2008

A Fundação João Gonçalves Júnior (2)


Concordo com a sugestão do sr. João Marafuga, expressa no texto anterior, e, em memória de quem a instituiu no final de 1951, penso que a Fundação João Gonçalves Júnior deve sair da alçada autárquica.
Desconheço se a hierarquia diocesana da Igreja Católica está ou não interessada no assunto – seria bom que alguém a alertasse – e reconheço ser necessário muito trabalho e alguma coragem para que a fundação retorne à sua função original.
Porque, ontem como hoje, a sua missão original é necessária em prol dos mais necessitados. Além disso, não creio ser vocação de nenhum município ou autarca controlar e gerir uma fundação com características vincadamente sociais.


A Fundação João Gonçalves Júnior tem pouco menos de 57 anos de existência e continuam, felizmente, entre nós inúmeras pessoas que, directa ou indirectamente, a ela estiveram ligadas desde início e bem conhecem os objectivos da sua instituidora.
Por continuarem desconhecidos da maioria inúmeros factos, repito-os seguidamente. São pormenores não inéditos porque foram, pela primeira vez, publicados, em 2004, no portal «Tágides».

Em 5 de Dezembro de 1951, D. Mariana Gonçalves Dias de Sousa Rodrigues – cujo nome de solteira era Mariana Augusta da Cruz Gonçalves e que nunca teve filhos – em seu leito de doente terminal, em circunstâncias dramáticas e na presença de duas testemunhas, resolve ditar testamento e disposição de sua última vontade perante o notário dr. Fernando Tavares de Carvalho, que tinha a seu cargo o 9.° Cartório Notarial de Lisboa.
Conforme cópia do testamento em meu poder e que reproduzo na imagem acima, D. Mariana Gonçalves Dias de Sousa Rodrigues dispõe dos seus bens dividindo a herança pessoal em três partes iguais:
– A primeira deixa em propriedade plena a sua irmã, Emília da Cruz Gonçalves;
– A segunda parte, também em propriedade plena, transfere-a para outra irmã, Maria José Gonçalves Facco Viana;
– A terceira parte, também sem qualquer reserva, deveria ser aplicada numa fundação, cujos fins expressos são: "a distribuição de uma sopa aos pobres da freguesia de São João Baptista, de Alcochete, Fundação que tomará o nome de meu pai João Gonçalves Júnior e será administrada pelo Padre Crispim António dos Santos [à época pároco da freguesia], pelo dr. José Grilo Evangelista, médico em Alcochete, e pelo dr. José Maria Gonçalves Guerra, médico no Montijo".
Deixa bem expresso no testamento que a sede da fundação "será em Alcochete e que dado o caso de falecimento de qualquer dos nomeados administradores será ele substituído pelo que os sobreviventes nomearem".
Determinaria ainda que, "se por qualquer motivo, a fundação se extinguir, os bens que a tiverem representado serão deferidos a favor de todos os meus sobrinhos, filhos de todas as minhas irmãs, falecidas ou não falecidas, entre as quais deverá ser incluída, nas mesmas condições, a minha prima Ilda Gonçalves de Oliveira".
Em 7 de Janeiro de 1952 – menos de um mês decorrido após a elaboração do testamento – verifica-se o óbito da doadora, aos 63 anos de idade.
É instaurado o processo de Inventário Orfanológico obrigatório, que viria a ser profusamente recheado de incidentes processuais e de recursos para os tribunais superiores.
A fundação é legalmente criada em 1953 e litiga com isenção de custas, pelo que os recursos são subscritos em seu nome.
O litígio arrastar-se-á por onze longos anos, sem que os administradores nomeados em testamento conseguissem pôr a funcionar a fundação e a sua sopa dos pobres.
Em 30 de Maio de 1962, o ministro da Saúde e Assistência emite um despacho nomeando uma Comissão Administrativa para a fundação.
A posse será conferida no dia seguinte, em Setúbal, pelo Governador Civil do distrito, dr. Miguel Rodrigues Bastos. A comissão é constituída por dr. Francisco Elmano Cruz Alves, advogado; dr. José Grilo Evangelista, médico em Alcochete; e António Antunes, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete, tendo como objectivos prioritários terminar o processo judicial, entrar na posse dos bens da herança e pôr a instituição em funcionamento efectivo.
Em 15 de Agosto de 1962 é aprovado o primeiro orçamento da Fundação João Gonçalves Júnior e, em 15 de Janeiro seguinte, arrendado o prédio então pertencente a Aires Salvado de Carvalho, sito na Rua Dr. Ciprião de Figueiredo (ex -D. Manuel I), n.°s 24 a 28 – hoje edifício de propriedade municipal e abandonado – no qual se instalam provisoriamente a sopa dos pobres e a secretaria da instituição.
Começava, finalmente, a cumprir-se a última vontade da benemérita doadora.

Em Abril 1963 iniciam-se as obras de adaptação do edifício arrendado e procede-se ao seu apetrechamento.
Em 15 de Novembro do mesmo ano saldam-se as contas com o dr. Carlos Zeferino Pinto Coelho, advogado que representou a fundação em juízo durante doze anos.

Em Dezembro de 1963 obtém-se a colaboração da Congregação das Irmãs Franciscanas de Calais, que virão dirigir a sopa dos pobres e o futuro patronato das crianças, celebrando-se na Igreja Matriz solenes exéquias em memória da fundadora.
Então a Comissão Administrativa resolve, dentro de uma interpretação extensiva dos fins testamentários definidos para a fundação, que a assistência a prestar aos pobres não seria restrita ao plano alimentar – onde, aliás, as carências em Alcochete vinham diminuindo com o surto de industrialização.
As carências educacionais eram tanto ou mais importantes como o pão para a boca e a criação de um jardim infantil preencheria essa lacuna, visto que muitas mães trabalhadoras não tinham a quem confiar os filhos durante o dia.
Em 7 de Janeiro de 1964, com a presença do Governador Civil do distrito, e do dr. Manuel Medeiros, em representação do Director-Geral da Assistência, é inaugurada a sede provisória da sopa dos pobres.
Dezasseis dias depois é proposta a alteração dos estatutos, para contemplar o jardim infantil e aumentar de três para cinco o número de administradores da fundação.
A 20 de Março de 1964 delibera-se adquirir à família Barreto, herdeira de D. Mariana Rosa Adivinha da Costa, o prédio sito no Largo de São João, n.ºs 23 a 27, por 330 contos, a fim de aí erguer a futura sede (o edifício hoje existente).
Em 15 de Abril seguinte chega a Alcochete a comunidade religiosa, composta por quatro irmãs e a superiora, que se dedicarão inteiramente à sua missão.
Em Outubro desse ano terminaria o primeiro arrendamento das marinhas de sal, celebrado em 1962 – as marinhas do Brito, junto à Praia dos Moinhos, foram integradadas no terço do testamento atribuído à fundação – e, em Março do ano seguinte, realizar-se-ia a primeira ida à praça do arrendamento, não aparecendo candidatos. A segunda praça ficará igualmente deserta.
Perante este cenário, em 24 de Abril de 1965 resolve-se, corajosamente, empreender a exploração directa das salinas, contratando um encarregado para dirigir a exploração. Ainda hoje essas marinhas estão a cargo da fundação, embora com significativo apoio financeiro do município, visto serem deficitárias.
Voltando um pouco atrás, a 7 de Janeiro de 1965, data do 13.º aniversário do óbito da fundadora, é inaugurado na sede o busto em bronze do seu patrono, João Gonçalves Júnior, da autoria do escultor Luís Castelo Branco (o mesmo da estátua do Padre Cruz), hoje visível na entrada principal do jardim infantil, na Rua Carlos Manuel Rodrigues Francisco.
Ao tempo o jardim infantil funcionava com 50 crianças e a escritura de aquisição do prédio original à família Barreto é outorgada em 17 de Novembro de 1965, sendo doado pelos vendedores um donativo de 20 contos.
A forma amiga como decorreram todas as as negociações levaria a fundação a atribuir a duas salas de aula os nomes de D. Mariana Rosa Adivinha da Costa e D. Maria José da Graça Barreto de Bragança, Duquesa de Lafões.
Em 2 de Janeiro de 1966 é entregue ao arquitecto Lopes Galvão a elaboração do projecto do actual edifício sede da fundação, prevendo as mesmas três frentes que continuam a existir.
Em 9 de Outubro de 1966 o dr. Elmano Alves propõe a sua substituição na presidência da fundação pelo Padre José Gonçalves dos Santos, pároco de Alcochete, que se concretizaria apenas em Julho de 1968.
Em 15 de Janeiro de 1969, o então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, dá a benção à primeira pedra da sede, as obras iniciam-se de imediato e em força.
Entretanto surge a oportunidade de instalar, no rés-do-chão do Largo de São João, a agência do Banco Pinto de Magalhães, a primeira dependência bancária que houve Alcochete, hoje pertencente ao Millenium.
Em Setembro de 1972 conclui-se a negociação do arrendamento com o Banco Pinto de Magalhães, mediante a renda mensal de 6.000$00 (importância que na época correspondia ao valor dos salários do pessoal da fundação), além da entrega de mais 300.000$00 e de um donativo de 100.000$00 para o jardim infantil.
Em Junho de 1975 o dr. Elmano Alves renuncia definitivamente à administração da fundação, de imediato aceite pelos seus pares, e o então comandante Fuzeta da Ponte – hoje almirante na reserva – que, ao tempo, assumia funções de Governador Civil designado pela Junta de Salvação Nacional, pressionava o saneamento da administração da Fundação João Gonçalves Júnior.
O resto da história é conhecida de alguns e conviria que a revelassem hoje em pormenor.

A Fundação João Gonçalves Júnior


No dia 06-06-08 recebo imprevisivelmente um telefonema do sr. Joaquim Pereira, solicitando-me que - conforme lhe chegara a conhecimento por amigo comum - não publicasse um artigo que eu tinha em mente sobre a Fundação João Gonçalves Júnior.

No dia 12-06-08, outra vez o sr. Joaquim Pereira pede-me que eu fique com o seu contacto pessoal para posteriormente combinarmos encontro e falarmos sobre a mesma Fundação, disponibilidade do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Alcochete que eu gentilmente declinei.

O artigo de hoje (13-08-08), Jornal de Alcochete, pág. 3, sobre a Fundação João Gonçalves Júnior, obriga-me definitivamente a tornar público o que eu tinha pensado há coisa de três meses atrás.

Quer queiramos ou não enfrentar as coisas, a Fundação João Gonçalves Júnior foi municipalizada pela Câmara de Alcochete algum tempo depois do 25 de Abril.

Foi municipalizada, disse, para não dizer que a instituição em foco foi roubada à sua lídima vocação em prol dos pobres por testamento de Mariana Gonçalves, a doadora.

A Fundação João Gonçalves Júnior deve voltar à tutela da Igreja Católica porque foi sob a égide da Santa Mãe que a doadora a fundou em meados do século.

Não vai ser fácil a desmunicipalização. Por isso, a favor desta, a minha sugestão é que se crie um movimento de cidadãos do seio do qual brote um manifesto à população que denuncie o abuso levado a cabo contra o espírito do testamento de Mariana Gonçalves.

Portugal ainda é um Estado de direito ou não?

25 maio 2008

Alcochete a correr... e a surpreender


Creio dar estas informações em primeira mão:
1. Há já quase um milhar de inscritos nestas provas, a uma semana da sua realização. Muita gente de Alcochete, Montijo, Palmela e, de um modo geral, de ambas as margens do Tejo. Mas também de Ovar, de Vila Real de Santo António, de Fronteira e... de Badajoz. Olé!
2. A mais nova das participantes inscritas tem 13 meses e o mais velho 78 anos;
3. Até ao momento estão inscritas 17 equipas e consigo identificar quatro de Alcochete. Algumas surpresas, pelo menos para mim: uma equipa do Clube Desportivo da Polícia Judiciária e outra de pessoal do Centro de Saúde de Alcochete. Colectividades locais, desportivas ou recreativas – zero, até ao momento. Alguém sabe porquê?
4. A iniciativa foi montada em cerca de três meses e na organização estão, directa ou indirectamente, envolvidas quase uma centena de pessoas;
5. Duas dezenas e meia de empresas e entidades administrativas e privadas organizam, apoiam e patrocinam o evento. Ninguém sabe calcular o montante do investimento, porque quase todas as entidades incluem as despesas directas e indirectas nos respectivos orçamentos;
6. As inscrições continuam abertas mas serão limitadas a 1.500 participantes, porque já não há tempo para mandar fabricar mais t-shirts nem medalhas.

19 maio 2008

Tira teimas


No site da Câmara, através do artigo "Câmara apoia financeiramente colectividades do Concelho", ficamos a saber que a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de S. João Baptista de Alcochete foi contemplada com 3000 euros para a organização das Festas em honra do Padroeiro (24 de Junho).
Alguns católicos, menos prevenidos, congratular-se-ão com a bonomia dos autarcas, pensando eventualmente que estes homens nem são tão ruins como os pintam muitos, entre estes quiçá a minha pessoa.
Mas, à laia de tira-teimas, eu proponho que a generosa decisão dos comunistas na atribuição do subsídio à Paróquia seja testada com a exigência de que a administração local abdique de tutelar a Fundação João Gonçalves Júnior, entregando esta instituição ao controlo da Igreja.

22 abril 2008

Os dinheiros públicos ou o alimento das esquerdas


A melhor forma de desferir o golpe de misericórdia ao associativismo é injectá-lo de dinheiros públicos.
Está bom de ver que se o dinheiro vem da Câmara, a tendência é para a desaceleração do dinamismo associativo até ao definhamento do mesmo.
Mas por que razão isto acontece?
Tal como um Governo de esquerda se sobrepõe à Sociedade, assim uma gestão municipal de esquerda se sobrepõe às comunidades, menorizando-as para mais facilmente as controlar.
Portanto, a atribuição de generosos subsídios às colectividades não tem nada de apolítico, uma vez que a ida às urnas é sempre a oportunidade azada para o eleitor dar provas de gratidão, ainda que troque a vida por uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma.

21 fevereiro 2008

Leia e medite

Por muitas razões não posso deixar de chamar a atenção para este texto, escrito em nome da Direcção da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense.

Declaração de interesses: não sou residente na freguesia de Samouco nem sócio da colectividade. Também não conheço qualquer dirigente.

12 fevereiro 2008

Quando o poder fica mal no retrato (3)

Em 2006 a densidade populacional de Alcochete era de 126,2 habitantes/Km2 – pouco acima de Montijo e ligeiramente abaixo de Palmela – estimando a estatística oficial que a taxa de crescimento efectivo da população, relativamente ao ano anterior, tenha sido de 4,06% (apenas Sesimbra nos ultrapassou).
A este ritmo e sem soluções à vista em inúmeras áreas sociais relevantes, Alcochete corre o risco de se transformar em zoo humano dentro de um lustro.

Em 2006 houve 64 matrimónios, 34,8% dos quais católicos. Foi superior o número de casamentos dissolvidos (92), sendo 45 por morte de um dos cônjuges e 47 por divórcio.


Estrangeiros residentes no concelho eram raros, representando 0,64% da população (103 pessoas). Mas as coisas podem estar a mudar: nesse ano, 99 estrangeiros solicitaram estatuto de residentes no município (dos quais 61 homens).

Por grupos etários, os residentes dividiam-se do seguinte modo:
0-14 anos - 2690
15-24 anos - 1731
25-64 anos - 9036
65-74 anos - 2737
75 e mais anos - 1153
Em 2006 registaram-se 237 cidadãos nados-vivos, dos quais 73 fora do casamento. Destes, 52 coabitam com os pais. Houve 136 óbitos e somente 3 de crianças com menos de um ano.

Passando aos indicadores de cultura, o Município de Alcochete gastou 70,5€ por habitante, representando estas despesas 8,4% das registadas no ano. No conjunto dos nove municípios da Península de Setúbal foi a quinta despesa mais elevada.
Dos 1075 milhares de euros aplicados em despesas correntes de cultura e desporto, 165 milhares foram com o património (museus), 102 milhares em bibliotecas, 124 milhares em música, 10 milhares em artes cénicas, 232 milhares em actividades socio-culturais e 322 milhares em jogos e desportos.
As despesas de cultura e desporto parecem-me excessivas, tanto mais que metade foram aplicadas nas duas últimas rubricas.
Como também me parece muito estranho que a afluência de visitantes a museus municipais seja classificada como informação confidencial e, portanto, desconhecida da generalidade dos cidadãos. Justificação desconheço, mas seria bom averiguá-la.


Na saúde pública, em 2005, existiam em Alcochete nove médicos, 15 enfermeiros e 29 funcionários administrativos. Por milhar de habitantes, as médias eram de 1,4 enfermeiros e 1,5 médicos. Entre os nove municípios da Península de Setúbal, Alcochete era o quinto com menor número de profissionais de enfermagem e o quarto pior servido de médicos. Realizaram-se 27.934 consultas e, em média, cada habitante foi ao médico 1,8 vezes nesse ano.
Parece-me curioso salientar, ainda, que residiam então no concelho de Alcochete 23 médicos, sendo 10 não especialistas.
Quanto a mortalidade média por milhar de habitantes, 3,2 pessoas faleceram por doenças do aparelho circulatório, 2,2 por tumores malignos e 1,1 por doença de declaração obrigatória.

(continua)

08 setembro 2007

Paz na cultura e recreio

Para haver entendimento, paz e cooperação entre colectividades afins e vizinhas, dentro do concelho de Alcochete e com as dos municípios adjacentes, vislumbro algumas hipóteses de solução.
Estas propostas podem e devem ser melhoradas com a participação de autores e leitores deste blogue:

Dentro de Alcochete
1. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo município terão de actuar, em espaço público aberto, pelo menos nas festas anuais das três freguesias do concelho. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento ao município, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. O Município de Alcochete cooperará, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de uma freguesia local, susceptível de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento das colectividades ou captar ampla participação popular em espaços públicos abertos;
3. O Município de Alcochete subsidiará, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades locais de cultura e recreio, desde que as mesmas tenham carácter representativo formal do concelho, da região ou do país;
4. Para lá do acima indicado, as colectividades afins de cultura e recreio receberão do município um subsídio anual idêntico;
5. As colectividades de cultura e recreio subsidiadas pelo Município de Alcochete terão de incluir, permanentemente, no braço direito dos respectivos fardamentos ou indumentárias, um brasão bordado do concelho fornecido pelo município;
6. Quando haja corte de relações entre duas colectividades do concelho, o Município de Alcochete suspenderá todos os apoios a ambas até que ocorra reatamento formal em cerimónia pública aberta.

Com os municípios adjacentes
1. Os edis de Alcochete comprometem-se a tentar estabelecer acordos com homónimos de municípios adjacentes, de modo a que colectividades afins de cultura e recreio actuem, em espaços públicos abertos, pelo menos nas festas anuais com maior participação popular nos municípios aderentes. As actuações partirão de um convite formal da organização ou colectividade anfitriã, de que deve ser dado conhecimento aos respectivos municípios, cujos serviços prestarão apoio privilegiado;
2. Os municípios cooperarão, generosamente, em qualquer outra iniciativa conjunta, nacional ou internacional, organizada por colectividades afins de cultura e recreio de mais de um concelho aderente, realizada em espaços públicos abertos e susceptível de captar ampla participação popular;
3. Os municípios subsidiarão, generosamente, deslocações e actuações nacionais e internacionais de colectividades afins de cultura e recreio das respectivas áreas administrativas, desde que participem duas colectividades de mais de um concelho aderente e ela assuma carácter representativo formal da região ou do país;
4. Os municípios aderentes cooperarão, generosamente, em iniciativas susceptíveis de contribuir para a valorização, coesão e engrandecimento de colectividades de mais de um concelho;
5. Quando haja corte de relações entre duas colectividades dos municípios aderentes, estes suspenderão qualquer cooperação com as mesmas até que haja reatamento de relações em cerimónia pública aberta.

Propositadamente, deixei de fora o caso especial de Ayamonte (sul de Espanha, frente a Vila Real de Santo António). Há muitos anos que passo férias na região e considero digna de realce – embora quase ignorada localmente – a participação regular de bandas de Alcochete e de Montijo nas festas em honra da Senhora das Angústias, realizadas no início de Setembro.
No entanto, não me recordo de alguma vez ter sabido de concertos ou actuações, em Alcochete ou Montijo, realizados por bandas ou grupos daquela cidade espanhola.
Nada que me pareça insusceptível de resolução através de acordo trilateral. Caso os presidentes de câmara de Alcochete e de Montijo e o alcaide de Ayamonte não se conheçam, há por aí quem seja capaz de os pôr em contacto. Até eu, se for necessário.
O que considero absurdo é alcochetanos e montijenses, em geral, ignorarem que, há muitos anos, durante uma semana, algumas das suas bandas têm papel destacado em festas populares realizadas em Ayamonte.
Tal como me parece inaceitável que não tenhamos a oportunidade de, com a mesma regularidade, retribuir esse acolhimento a colectividades de cultura e recreio de Ayamonte.

P.S. – Porque não desejo nem devo contribuir para acirrar os ânimos entre colectividades, sejam ou não alcochetanas, doravante não validarei qualquer comentário susceptível de agravar um problema que me parece injustificado e inadmissível.
Pelo contrário, acolherei de bom grado e darei destaque a quaisquer contribuições para a pacificação e entendimento geral, mesmo que anónimas.

05 setembro 2007

Alguém sabe responder?

Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Filarmónica Progresso e Labor Samouquense deu um concerto em espaço público aberto de Alcochete?
Alguém sabe dizer-me o ano em que, pela última vez, a banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 deu um concerto em espaço público aberto de Samouco?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico Os Camponenses de São Francisco actuou no Passil? E na Fonte da Senhora?
Alguém sabe dizer-me em que ano o Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Passil actuou na Fonte da Senhora? E em São Francisco?

08 julho 2007

Notas para reflexão política

Porque houve um comunicado distribuído nas caixas de correio de residentes, significativo número de alcochetanos saberá que a Associação Desportiva Samouquense (ADS) pode encerrar uma vez mais.
É a segunda vez que, nos últimos anos, uma instituição se dirige directamente aos residentes, não para pedir o seu apoio e empenho – o que seria normal embora, surpreendentemente, seja muito raro – mas para algo menos prosaico: criticar um executivo municipal.
A primeira foi a Misericórdia de Alcochete e a acção teve, como é sabido, um efeito político devastador. Porque não foi nem pelo trabalho nem pela qualidade dos autarcas que a CDU alcançou ampla maioria municipal, em Outubro de 2005, mas por essa acção de "agit-prop". Ainda não se chegou a meio do mandato e a factura começa a ser paga, o que deveria suscitar atempada reflexão nas suas hostes.
Agora o cerne do problema é que a ADS está bloqueada, aparentemente, porque quem lidera a sua Comissão Administrativa não parece ser simpático à maioria localmente eleita há menos de dois anos.
Descreio no encerramento definitivo dessa colectividade porque, desde sempre, os problemas têm sido sobretudo políticos. Logo que o terreno fica livre para avançarem protagonistas afectos às maiorias do momento, a ADS acaba por dar a volta por cima e sobrevive, melhor ou pior, durante mais uns tempos.
Em boa verdade, porém, a crise na ADS é a ponta de um enorme problema que antigos e actuais membros de órgãos municipais conhecem mas sempre se recusaram a enfrentar: as colectividades dependem demasiado dos humores de quem está no município.
Embora a criação de instituições associativas seja, há muitos anos, desnecessária e proporcional ao desinteresse que pela maioria nutrem os residentes, continuam a aparecer novas quase mensalmente. Vulgarmente, delas só há conhecimento porque surgem ligadas a manifestações organizadas ou patrocinadas pelo município, o que pressupõe poder haver na sua génese inexplicáveis conveniências políticas.
A verdade é que dezenas de colectividades existentes no município de Alcochete sobrevivem, sobretudo, da subsídio-dependência municipal. A regra é generalizada, contando-se pelos dedos de uma mão as reuniões camarárias anuais sem atribuição de subsídios a colectividades.
Está por demonstrar a representatividade e o interesse público da esmagadora maioria, raras se esforçam por ter gestão rigorosa e equilibrada com meios próprios e algumas mais parecem feudos privados de quem quer mandar em algo para se evidenciar.
Se houvesse equidistância municipal os subsídios seriam excepção e concedidos apenas mediante a satisfação de determinadas condições, nomeadamente a proporcionalidade de sócios com quotas em dia face à população residente ou desde que garantida participação significativa de praticantes locais ou de residentes em manifestações por elas organizadas.
Enquanto a maioria da população viver alheada de tudo – inclusive de colectividades imprescindíveis, o que me parece particularmente grave – e os dirigentes associativos pouco ou nada fizerem para a cativar, enfrentarão tremendas dificuldades. Agravadas, nomeadamente, sempre que os seus dirigentes desagradam a executivos municipais.
Eu não deveria pagar impostos, taxas e licenças para o município subsidiar instituições sem representatividade, que dispensam o apoio e o empenho da população e cujo interesse público nunca foi demonstrado.
Pago tudo o que me exigem com imenso esforço e sinto-me agredido quando vejo o dinheiro ser malbaratado inutilmente.

13 março 2007

Sem surpresa

Em rodapé deste texto lamentei que o Dr. Simões Arrôs já não tenha idade para reabrir o hospital da Misericórdia de Alcochete.
Sem surpresa, verifico nesta notícia do DN que a União das Misericórdias Portuguesas tenta colmatar vazios sociais que o Estado continua a criar um pouco por todo o país.
Há sempre soluções alternativas, desde que as pessoas acordem e resolvam os problemas por si próprias.
Historicamente, o mutualismo tem um passado riquíssimo em Portugal. Até em Alcochete essa tradição é secular.
As questões que deixo à sua consideração são as seguintes: que sabe da Misericórdia de Alcochete? Que tem feito pelo renascimento local do mutualismo?
O papel social da Misericórdia de Alcochete esgota-se como asilo? Não poderia você interessar-se pelos seus problemas, revitalizá-la e fazê-la retomar rumos antigos, quando foi uma organização mutualista viva e actuante, em cujo hospital até se realizavam operações?

06 março 2007

Desportivo: milagres com 70.000 euros!

Sábado telefonou-me o presidente da Direcção do Grupo Desportivo Alcochetense, Dr. Carlos Cortes, pedindo desculpa pela leitura tardia de um texto aqui editado o mês passado e os comentários adicionais.
Só nessa tarde, durante o jogo dos juniores, alguém lhe chamara a atenção para tal.

Antes de mais, estou grato a esse alguém e ao meu interlocutor pela consideração demonstrada. São exemplos de correcção e de respeito pelos bons costumes, raríssimos nos dias de hoje, pelo que me apraz registá-los.
Após ler artigo e comentários, o presidente do Alcochetense garantiu-me não haver nem embargo nem reserva pessoal em dialogar seja com quem for.
Comigo também não, porque nos conhecemos de outras actividades e porque sabia, há cerca de um ano, da existência deste blogue. Todavia, um dos seus terríveis problemas é a falta de tempo, obstáculo habitual de dirigentes desportivos porque, fora das quatro linhas, há vida a governar e família a apoiar. Vida que nunca é fácil, mormente quando numa única semana a profissão e o futebol obrigam a voar 16 vezes!

A conversa telefónica foi longa e explicou-me imensas coisas que tentarei, resumidamente, transmitir em seguida.
Assume sem hesitações a corrida da equipa de seniores rumo ao Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, objectivo possível mercê da actual liderança no campeonato da III Divisão, série E, com dois pontos de avanço sobre o 2.º classificado (Caniçal) e após a vitória deste domingo, por 2-1, em Alcochete, frente ao Santana (5.º classificado).
Diz-me o presidente que as consequências da subida de divisão foram previstas há um ano, tendo sido já dados passos tendentes a encarar as responsabilidades inevitáveis. Há inúmeras carências, mas existem ideias e projectos para pôr em prática.
Muito em breve será proposta a realização de uma assembleia geral, na qual os sócios tomarão conhecimento do presente e do futuro do clube, quando faltam cinco anos para celebrar as Bodas de Diamante.
Ambiciona o dirigente que essa reunião magna seja a mais participada de sempre, por haver muito a analisar, discutir e decidir. Nomeadamente a revisão dos estatutos, a remodelação do complexo desportivo e a prática de outras modalidades.
Os sócios terão oportunidade de se pronunciar sobre os planos traçados e serão postos perante a necessidade de assumirem, pessoalmente, alguns compromissos, como o de lutar com denodo para que algumas pessoas e instituições cooperem sem reservas políticas nem mentais.
É quase impossível que o Desportivo tenha a equipa sénior na II Divisão com o actual orçamento anual de 70.000 euros (cerca de 14 mil contos em moeda antiga) para todas as categorias, note-se bem!
Nesse aspecto o esforço será enorme e terão de aparecer mais apoios individuais e colectivos.

Relativamente aos restantes escalões, acrescento da minha lavra que, por vezes, os resultados e as classificações até iludem a realidade. Bastar notar que o velho campo "pelado" não tem condições aceitáveis na actualidade, muito menos para jovens praticantes.
Mas o clube não quer prescindir dele, preferindo melhorá-lo com obras profundas e relva sintética. Quando e como saberão os sócios em primeira mão, na assembleia geral.
Detesto ser injusto e como conheço, minimamente, o velhinho campo Foni, construído há meio século, de piso áspero e lamacento, da bola na estrada e nos quintais vizinhos, creio que fazer melhor seja impossível.
Ainda assim, quanto a classificações, segundo o que copiei ontem do sítio do clube na Internet os dados mais recentes são os seguintes:

Escolas - 6.º lugar após seis jogos do distrital de futebol de 7, com duas vitórias, um empate e três derrotas.

Infantis - 2.º lugar após oito jogos do distrital de futebol de 7, com 51 golos marcados e apenas 16 sofridos. Haja respeito por estes miúdos!

Iniciados - Antepenúltimo lugar após 13 jornadas do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

Juvenis - 8.º lugar quando estão disputados 13 jogos do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

Juniores - 9.º lugar ao fim de 14 jogos (mais um que a maioria das equipas).

Conviria notar que, na progressão dos Infantis para os Iniciados, há uma dificuldade em que poucos atentam: passa-se do futebol de 7 para o futebol de 11, com mais espaço e balizas maiores. E como no escalão Iniciados os jogadores permanecem duas épocas, ano sim, ano não, as classificações ressentem-se com as saídas para os Juvenis e a chegada dos ex-Infantis.
Carlos Cortes – que continua a acompanhar de perto o futebol juvenil, inúmeras vezes sentado no banco e na qualidade de delegado aos jogos – promete, enfim, que o sucesso dos seniores nunca eclipsará o apoio aos jovens. A formação é, para si, um ponto de honra.
Com algum esforço de memória, julgo ter resumido o essencial da conversa telefónica com o presidente do Alcochetense. Se me esqueci de algo importante, desde já as minhas desculpas. Estava na rua e não podia tomar notas.
Brevemente prometo contar mais coisas, visto termos previsto um encontro logo que a ambos seja possível.

06 fevereiro 2007

Parabéns ao Desportivo Alcochetense!


É da mais elementar justiça felicitar jogadores, técnicos e dirigentes do Grupo Desportivo Alcochetense pela actual classificação no Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão, série E: após 16 jornadas, no início da 2.ª volta da competição, a equipa de seniores situa-se no segundo lugar, com 31 pontos, estando três pontos abaixo do líder (Caniçal) e dois pontos acima do 3.º classificado (Carregado).
Uma vez que subirão à II Divisão Nacional “B” os dois primeiros classificados das séries regionais, neste momento o Alcochetense está em condições de poder igualar um feito que não sendo inédito no seu historial é raríssimo.
Presentemente soma nove vitórias, quatro empates e três derrotas; marcou 22 golos e sofreu 14.
No próximo domingo defrontará O Elvas (12.º classificado), no estádio de Alcochete.
Segundo uma análise estatística, até ao momento o Desportivo tem a segunda melhor defesa da competição e só o ataque está a meio da tabela de produtividade.


Nas restantes categorias das competições distritais as classificações são modestas.

Em Juniores está em 9.º lugar ao fim de 14 jogos, abaixo do habitual em épocas anteriores.

Em Juvenis não se apresenta melhor: 8.º lugar após 13 jornadas.
E em Iniciados a classificação é ainda pior: penúltimo lugar após 13 jornadas.

21 dezembro 2006

Continuidade no Aposento

A conferir aqui a nova composição dos corpos sociais do Aposento do Barrete Verde.
Quem conheça minimamente o lugar e as pessoas de Alcochete difícil será não descobrir, pelo menos, um nome que lhe seja familiar.

24 outubro 2006

E mais esta novidade




Há coisas que devem partilhar-se por serem de interesse geral, porque as imagens, a devoção, a cor, a beleza, a paisagem e o tipicismo não estão sujeitos a barreiras linguísticas. São universalmente compreendidos e por isso a Internet é o meio ideal para mostrar ao mundo que os alcochetanos existem e são gente com tradições e emoções.

Continuo a crer que Alcochete aproveita mal as novas tecnologias de informação e comunicação e, na medida das minhas modestas capacidades, tenho procurado demonstrar ser possível fazer mais. Porque se nos abrimos ao mundo teremos muito a ganhar.
Este filme caseiro é de minha autoria (imagens e animação) e condensa pequena parte dos milhares de fotografias sobre Alcochete que mantenho em arquivo.
A banda sonora é original e foi produzida em computador por um ex-companheiro de trabalho, Manuel Araújo, ao qual agradeço esta colaboração e a disponibilidade manifestada para o futuro.
Veja, reveja e comente. Poderá também pontuar o interesse do filme directamente nesta página do YouTube.
Prometo mais animações, porque o meu arquivo é vasto e os temas diversificados.

Já agora, uma informação para quem não conhece estas festas e talvez nem mesmo Alcochete: as Festas do Barrete Verde e das Salinas realizam-se, anualmente, na segunda semana de Agosto. São organizadas, desde o início da década de 40 do século passado, pelo Aposento do Barrete Verde.
Presto homenagem aos antigos e actuais dirigentes da colectividade pela dedicação e tremendo esforço necessários para manter viva a tradição.


P.S. - Este vídeo sobre as festas do Barrete Verde e das Salinas foi hoje (quarta-feira, 26 de Outubro) o mais visto na secção «Travel & Places» do YouTube.
É este potencial de Alcochete que, espero, muito mais gente saiba aproveitar.

10 outubro 2006

É a modernização, estúpido!

Esta li aqui e não é para rir:
"No âmbito do Programa de Apoio à Modernização Associativa, a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, a atribuição de um subsídio de € 1.000,00 ao Núcleo Sportinguista de Alcochete para apoio à aquisição de ar condicionado, reclamo luminoso e televisão".

E esta está ali e foi datada três dias antes daquela:
"...conclui-se e reitera-se que a situação financeira da Câmara Municipal de Alcochete apresenta contornos de extrema gravidade, condicionando, assim, a respectiva actividade e impondo, ainda, a continuidade da implementação de medidas políticas conducentes à sua superação".

Alô dragões, panteras, pastéis de Belém e outra bicharada deste zoo: reclamem a vossa quota-parte do Programa de Apoio à Modernização Associativa antes que acabe o défice oculto na Casa da Malta Municipal!

P.S. - É para aí a segunda ou terceira vez que as "mentes brilhantes" resumem a informação sobre uma reunião pública do executivo municipal à distribuição de subsídios.
Se institucionalmente apenas isso é relevante, não precisamos de autarcas nem de funcionários públicos. O Estado entrega o dinheiro da autarquia à Misericórdia ou ao padre da freguesia e eles tratam do bodo.

Primeiro, o provedor e o sacristão não são remunerados. Segundo, em 31 meses acabaria o défice!

28 setembro 2006

Boas notícias desportivas

Com excepção do Sport de Samouco, que sofreu pesada derrota, por 3-10, em juvenis masculinos de futsal, todas as equipas do concelho ganharam os jogos dos distritais realizados no passado fim-de-semana.
Além disso, à 2.ª jornada do nacional de futebol da III Divisão, série E, o Alcochetense lidera a classificação geral.