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12 fevereiro 2008

Quando o poder fica mal no retrato (3)

Em 2006 a densidade populacional de Alcochete era de 126,2 habitantes/Km2 – pouco acima de Montijo e ligeiramente abaixo de Palmela – estimando a estatística oficial que a taxa de crescimento efectivo da população, relativamente ao ano anterior, tenha sido de 4,06% (apenas Sesimbra nos ultrapassou).
A este ritmo e sem soluções à vista em inúmeras áreas sociais relevantes, Alcochete corre o risco de se transformar em zoo humano dentro de um lustro.

Em 2006 houve 64 matrimónios, 34,8% dos quais católicos. Foi superior o número de casamentos dissolvidos (92), sendo 45 por morte de um dos cônjuges e 47 por divórcio.


Estrangeiros residentes no concelho eram raros, representando 0,64% da população (103 pessoas). Mas as coisas podem estar a mudar: nesse ano, 99 estrangeiros solicitaram estatuto de residentes no município (dos quais 61 homens).

Por grupos etários, os residentes dividiam-se do seguinte modo:
0-14 anos - 2690
15-24 anos - 1731
25-64 anos - 9036
65-74 anos - 2737
75 e mais anos - 1153
Em 2006 registaram-se 237 cidadãos nados-vivos, dos quais 73 fora do casamento. Destes, 52 coabitam com os pais. Houve 136 óbitos e somente 3 de crianças com menos de um ano.

Passando aos indicadores de cultura, o Município de Alcochete gastou 70,5€ por habitante, representando estas despesas 8,4% das registadas no ano. No conjunto dos nove municípios da Península de Setúbal foi a quinta despesa mais elevada.
Dos 1075 milhares de euros aplicados em despesas correntes de cultura e desporto, 165 milhares foram com o património (museus), 102 milhares em bibliotecas, 124 milhares em música, 10 milhares em artes cénicas, 232 milhares em actividades socio-culturais e 322 milhares em jogos e desportos.
As despesas de cultura e desporto parecem-me excessivas, tanto mais que metade foram aplicadas nas duas últimas rubricas.
Como também me parece muito estranho que a afluência de visitantes a museus municipais seja classificada como informação confidencial e, portanto, desconhecida da generalidade dos cidadãos. Justificação desconheço, mas seria bom averiguá-la.


Na saúde pública, em 2005, existiam em Alcochete nove médicos, 15 enfermeiros e 29 funcionários administrativos. Por milhar de habitantes, as médias eram de 1,4 enfermeiros e 1,5 médicos. Entre os nove municípios da Península de Setúbal, Alcochete era o quinto com menor número de profissionais de enfermagem e o quarto pior servido de médicos. Realizaram-se 27.934 consultas e, em média, cada habitante foi ao médico 1,8 vezes nesse ano.
Parece-me curioso salientar, ainda, que residiam então no concelho de Alcochete 23 médicos, sendo 10 não especialistas.
Quanto a mortalidade média por milhar de habitantes, 3,2 pessoas faleceram por doenças do aparelho circulatório, 2,2 por tumores malignos e 1,1 por doença de declaração obrigatória.

(continua)

04 janeiro 2008

Começar mal o ano

Então não querem lá ver que uma badalada acção de "agit-prop" acaba anulada por "turras" da areia?
Há azares complicados, não há?

22 dezembro 2007

Destaques 2007 - GRUPO DESPORTIVO ALCOCHETENSE

No imenso deserto de ideias e de actos concretos em que se traduziu o contexto autárquico , político , social e económico do nosso Concelho durante o ano 2007 , descortina-se um verdadeiro oásis , por sinal bem verde e visivel à entrada de Alcochete.
Falo , claro está , do projecto e da obra levada a cabo no nosso Desportivo , e que deve naturalmente encher de orgulho , sócios , simpatizantes e praticantes que passaram a beneficiar de um espaço de excelência , o qual , como já referi , se trata do único marco de destaque visivel em Alcochete , naquilo que perfilho quanto ao desenvolvimento sustentado de uma instituição e por arrastamento do espaço geográfico em que está inserido.
Contra «ventos e marés» , a Direcção presidida pelo Dr. Carlos Cortes , idealizou e concretizou um projecto ambicioso , mas fundamental à sobrevivência do clube mais representativo do Concelho . Já aqui disse e volto a repeti-lo. A obra ainda em curso representa o marco mais importante da vida do clube , ao qual só se pode equiparar a construção do estádio , e esta Direcção e o seu Presidente merecem já um lugar de absoluto destaque na história da instituição .
A qualidade do projecto tem merecido referência muito para além das fronteiras do concelho. Estando de momento ligado a um clube de Lisboa , são bastantes as vezes em que sou abordado por gente de outros clubes , com quem me cruzo jornada a jornada , que ao saber que sou de Alcochete , me vem fazer perguntas e elogiar o trabalho que tem sido feito no clube.
A dimensão e relevo deste projecto justifica plenamente uma união em torno dos desígnios deste clube e uma efectiva mobilização no sentido do aproveitamento da infra-estrutura em criação.
Um projecto deste relevo já não se basta portanto com as poucas centenas de sócios de longa data do clube.
Trata-se de um investimento na qualificação que DEVE MOBILIZAR toda a comunidade alcochetana , englobando naturalmente os antigos e os cada vez mais numerosos novos residentes em Alcochete.
Só com o envolvimento DE TODOS será possível dar corpo humano e sentido a um projecto desta dimensão.
Como sócio do GDA aproveito pois para lançar um apelo a todos os residentes no Concelho.
O clube oferece agora condições EXCEPCIONAIS à prática desportiva e à aprendizagem do desporto rei em Portugal , o futebol.
Assim sendo , HÁ RAZÕES DE SOBRA PARA TODOS SE ASSOCIAREM A ESTE PROJECTO TORNANDO-SE SÓCIOS DESTE CLUBE E LEVANDO AS SUAS CRIANÇAS à prática do futebol no GDA.
Mais do que nunca há razões de sobra para todos se tornarem sócios do GDA .
EM 2008 VAMOS AJUDAR O GDA , VAMOS CONTRIBUIR PARA O AUMENTO DO NÚMERO DE SÓCIOS DO CLUBE E DAR-LHE UMA DIMENSÃO HUMANA COMPATIVEL COM A QUALIDADE DAS INFRA-ESTRUTURAS AGORA CRIADAS.

FAÇA-SE SÓCIO DO GDA E INSCREVA OS SEUS FILHOS NO CLUBE.

BOM NATAL E BOM ANO PARA TODOS E VIVA O GDA

14 novembro 2007

Desportivo já usa relvado sintético

Informa-me Carlos Cortes, presidente da Direcção do Alcochetense, ter sido hoje utilizado para treinos, pela primeira vez, o novo relvado sintético do velho campo do clube.
Os primeiros jogos oficiais das camadas mais jovens, a contar para as competições distritais, realizar-se-ão nesse relvado já próximo fim-de-semana: sábado, de manhã e à tarde, e domingo de manhã.
Fica assim concluída a primeira e mais urgente fase da obra.
Seguir-se-á, dentro de alguns meses, a construção dos balneários privativos do campo.
Parabéns aos atletas por poderem usufruir de melhores condições e também aos dirigentes que contribuíram para essa realidade.
E um abraço a Carlos Paixão, cuja empresa terá tido papel decisivo no processo.
Espero que algum autor deste blogue, com melhor conhecimento do assunto, venha aqui revelar os pormenores, porque há gestos nobres que não podem nem devem permanecer ignorados.

22 outubro 2007

Alcochetense - Exemplo de qualificação (2)

Este texto complementa informação constante do imediatamente anterior, da autoria de Luís Proença, que deve também ser lido.

Carlos Cortes, presidente do Alcochetense, anuncia-me que, dentro de 15 dias, o novíssimo relvado sintético do velho campo Foni estará em condições de utilização para competições oficiais.

Coincidentemente, ficarão também disponíveis para os interessados os campos de ténis.
Fui rever o estado da obra e reparei existirem já as marcações oficiais do novo campo de futebol.
Carlos Cortes informa-me também que, não obstante ser mencionado por várias fontes (entre as quais esta) ter sido de 5-1 o resultado da goleada alcançada pelo Desportivo sobre O Elvas, a contar para a 7.ª jornada do Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão, série E, os sócios do clube que foram ontem ao estádio viram que o verdadeiro resultado final foi de 5-0.

21 outubro 2007

Alcochetense - Exemplo de Qualificação

Já não são só os excepcionais resultados desportivos do Alcochetense que merecem destaque. Hoje mais um resultado excepcional (5-1 ao 2º classificado Elvas). De destacar ainda os excelentes arranques de temporada dos iniciados e juvenis clube.
Falo naturalmente da obra de instalação do novo sintético do GDA , obra que como já referi neste blogue , representa um dos momentos mais altos da história do clube.
Para além do enriquecimento e valorização do seu património , a instalação do sintético é um passo nuclear no sentido do crescimento sustentado do clube pela valorização qualitativa e quantitativa que aporta ao seu futebol de formação nas mais diversas vertentes.
Assim se constrói o futuro de um clube que cria as condições de base essenciais à sua transfiguração no médio/longo prazo de um clube recrutador num clube formador, com todas as vantagens que dai decorrem rumo à auto-sustentabilidade e crescimento.
Este é um bom exemplo da QUALIFICAÇÃO e de VISÃO DE FUTURO que vimos defendendo para o Concelho.
O Alcochetense , a sua Direcção , os seus sócios e simpatizantes estão de parabéns.
O Futuro começa a estar cada vez mais risonho para o GDA.

03 setembro 2007

O futuro campo sintético do Alcochetense

Em Fevereiro de 2006 , antevendo a minha saída do GDA , entreguei ao clube ( na altura a viver uma fase de indefinição no que respeita à eleição de uma nova direcção) um documento intitulado «DA QUALIDADE NA FORMAÇÃO À QUANTIDADE NA COMPETIÇÃO».
Fi-lo , porque entendi dever deixar ao clube um legado de uma experiência de 4 anos ao serviço do GDA , legado que ultrapassou o plano dos resultados desportivos, e aque assumiu assim a forma de um testemunho sobre a experiência vivida e, naturalmente, em função dessa experiência, uma proposta séria de reflexão sobre o futuro do clube.
O principal objectivo desse documento foi e citando a respectiva página 4 «... unir todos aqueles que nos últimos anos têm directa ou indirectamente intervido na vida do clube, bem como os respectivos sócios e simpatizantes em torno de um Projecto que permita, no plano do médio e longo prazo, através da valorização da FORMAÇÃO chegar à ALTA COMPETIÇÃO , QUE PERMITA , ATRAVÉS DA FORMAÇÃO , TRANSFORMAR O PERFIL DO CLUBE , DE UM CLUBE RECRUTADOR PARA UM CLUBE AUTOSUFICIENTE E FORNECEDOR , ISTO É , ATRAVÉS DE UM TRAJECTO SUSTENTADO QUE PERMITA COM O REFORÇO DA QUALIDADE NA FORMAÇÃO CHEGAR À QUANTIDADE NA COMPETIÇÃO SÉNIOR.»
Nesse trabalho preconizei uma maior qualificação material e humana do futebol juvenil do GDA , factor que permitirá a médio prazo colocar o clube no patamar da ALTA COMPETIÇÃO ao nível do futebol juvenil e por consequência, ao nível do futebol sénior.
Ou seja, e dito por outras palavras, quanto mais equipas e jogadores tivermos a disputar os patamares mais competitivos e exigentes do futebol juvenil, maior quantidade e qualidade de jogadores formados no clube poderão servi-lo quer no plano dos respectivos activos ou mais valias financeiras (leia-se cedência dos direitos desportivos a outros clubes com as respectivas contrapartidas financeiras - veja-se o caso de Nani que permitiu recentemente ao Real Massamá encaixar mais de um milhão de euros por compensações devidas pela sua transferência do Sporting para o Manchester United), quer no plano desportivo do futebol sénior.
Por outro lado, o trajecto proposto da qualidade na formação à quantidade na competição sénior, permitiria reforçar a mística do clube por força da maior ligação afectiva que esses jogadores inevitavelmente terão com o emblema do GDA por comparação a jogadores sistematicamente recrutados de fora do clube.
Nesse documento defendi portanto o reforço do investimento no futebol juvenil, com as enormes vantagens que tal proporcionará a médio/longo prazo ao clube . Deixei contudo claro que tal NÃO SIGNIFICA o fim do futebol sénior.
Poderá significar, ainda que transitoriamente, um ajustamento do investimento no futebol sénior por força de alguma repartição de receitas com o futebol juvenil, sem que tal signifique necessariamente um abaixamento do nível competitivo das equipas seniores, até porque o passado recente do clube ( na época passada contra todas as expectativas esteve quase a subir de divisão) encarregou-se de provar que o valor da equipa sénior não se mede em termos de orçamento, e que o volume de investimento não é sinónimo de sucesso garantido.
Trata-se de um risco que toda a comunidade de dirigentes, sócios e simpatizantes do clube deverá assumir, sempre na perspectiva de que o capital humano na forja dos escalões de formação poderá a médio prazo significar uma mais valia financeira e competitiva para o futebol sénior do clube.
Para tal , e como referi a páginas 25 e 26 desse documento , seria necessário «...que qualquer Direcção que ouse enveredar pela via sugerida, ou por outra similar, se deva legitimar previamente com a aprovação dessa opção estratégica em Assembleia Geral após um debate público sobre a mesma e depois de garantir a todos a possibilidade de conhecerem a analisarem o Projecto antes de o ratificarem através do voto.»
Quanto à implementação desse Projecto escrevi a páginas 29 e seguintes:
«Preferimos antes centrar a atenção em dois vectores nucleares ao sucesso de qualquer Projecto para o futebol Juvenil digno desse nome:

1º - A instalação de um campo sintético.
2º - Melhoria e reforço dos meios de transporte do Clube.

1º - O FACTOR PISO SINTÉTICO

A aquisição e instalação de um campo sintético deverá figurar entre os investimentos de máxima prioridade para o clube no curto/médio prazo.

A instalação de um piso dessa natureza, marcado para ali permitir a realização de jogos oficiais de futebol de onze e de sete aporta as seguintes mais valias para o clube e respectivo futebol juvenil:

- Desde logo aumento exponencial da capacidade de captação e recrutamento de jogadores ao nível de todos os escalões, mas sobretudo ao nível dos escalões de pré-escolas e escolas.

Efectivamente, está demonstrado, que a instalação de um piso sintético funciona só por si como um chamariz para muitos jovens e respectivos encarregados de educação, muitos dos quais acabam por evitar inscrever os seus filhos em clubes que não oferecem condições de trabalho adequadas. Será certamente significativo o número de pais que opta por não inscrever os seus filhos quando deparam com um pelado mal iluminado, cheio de lama e sem grandes condições para se desenvolver um trabalho com qualidade.

A instalação de um sintético poderá ser decisivo na criação de fontes de receitas autónomas para o futebol juvenil, na medida em que o piso sintético permitirá acolher um maior número de jogadores ao nível das etapas mais jovens da formação, permitindo criar condições para legitimar a cobrança de uma mensalidade fixa por cada miúdo que se inscrever no clube.

À semelhança do que acontece em clubes cuja realidade conhecemos como é o caso do Oeiras, Real Massamá, Benavente e mais recentemente o Cova da Piedade e a partir da próxima época o Moitense , logo que a instalação daquele piso no campo do Juncal esteja pronto, para além de uma jóia de entrada, cada miúdo paga uma mensalidade fixa pela frequência das escolas de futebol do clube. A cada jogador é distribuído um “kit” com um equipamento completo de jogo e treino que fica à guarda e responsabilidade dos respectivos encarregados de educação até ao final da época.

No caso do Real Massamá, o clube definiu protocolos com ATL e Escolas Particulares da zona, as quais, durante o dia, utilizam o campo do clube para actividades desportivas dos seus alunos e utentes contra o pagamento de uma mensalidade ao clube. No caso do Real Massamá, cerca de 1000 crianças frequentam semanalmente o campo do clube, numa iniciativa que para além de ser financeiramente compensadora, permite potenciar exponencialmente o esforço de captação e identificação de valores para o clube.

Outros casos há, como no Sintrense, em que se estabelecem protocolos com jogadores e treinadores de primeiro plano do futebol nacional para utilizarem o clube como Escola de Futebol. Tal facto permite atrair inúmeros jovens para as Escolas de Futebol do clube, o qual, para além das receitas adicionais, terá sempre direito de preferência na escolha dos melhores valores para progredirem no clube, ou direito a uma percentagem na compensação financeira em caso de saída para outros clubes.

Tal esforço de captação e recrutamento de valores tem também repercussão directa ao nível dos outros escalões numa perspectiva de captação, a qual poderá ser promovida no âmbito da actividade do Departamento de Captação cuja criação sustentámos.

Aconteceu-me diversas vezes não conseguir trazer para o GDA jogadores para a equipa de juniores porque preferiam trabalhar em clubes que oferecessem melhores condições de trabalho.

- Melhoria significativa das condições de trabalho. Para além do facto de ser inviável passar diariamente o pelado, o qual, durante a semana se encontra completamente irregular dificultando o desenvolvimento e o aperfeiçoamento do trabalho técnico individual de cada jogador e a execução de exercícios de conteúdo táctico, é do conhecimento geral que durante os períodos de chuva que coincidem com grande parte da época desportiva, o pelado se transforma num verdadeiro pântano prejudicando ou mesmo impedindo de todo a realização dos treinos, para além de, directa ou indirectamente, por em causa a integridade física dos jogadores.

- Melhoria da qualidade dos treinos. Como foi acima referido, todo o trabalho de âmbito técnico-táctico, no plano individual e colectivo beneficia naturalmente da qualidade do piso em que se desenvolve o treino e a competição, conseguindo-se assim maior eficácia no desenvolvimento e qualificação dos jogadores.

Um aspecto que entendo relevante e que entendo necessário ao máximo aproveitamento do relvado sintético em termos da sua influência directa no aumento exponencial da sua capacidade de mobilização e captação de jogadores tem naturalmente a ver com a sua LOCALIZAÇÃO.

Se atentarmos no caso do excepcional complexo desportivo de SAMORA CORREIA entendemos a razão desta preocupação.

Quando recentemente me desloquei a Samora Correia para ali disputar um jogo particular, os dirigentes daquele clube manifestaram-me algum desalento pelo facto do complexo desportivo ter sido instalado numa zona distante do centro urbano de Samora Correia, facto que explica a razão de muitos dos jovens da localidade e arredores optarem por se inscrever na A.R.E.P.A. – Porto Alto, clube igualmente proprietário de um sintético, cuja localização acaba por ser mais vantajosa para os próprios naturais de Samora Correia.
Como há muitos pais que não podem ou não têm condições de transportar os filhos até ao complexo desportivo de Samora Correia, que ainda dista 4-5 Km do centro daquela localidade, o clube local não conseguiu potenciar a sua capacidade de captação com a melhoria dos seus equipamentos desportivos.

No caso do GDA, é óbvio que a fraca qualidade dos equipamentos desportivos colocados à disposição dos atletas dos escalões jovens tem sido relativizada pela excepcional localização do campo pelado.
Efectivamente o facto do campo se situar praticamente no centro da vila permite a muitos jovens deslocar-se a pé com facilidade até ao local do treino. Imaginemos então um cenário em que, para além das más condições de trabalho disponibilizadas ao futebol juvenil do clube, a respectiva localização impedia muitos dos miúdos de ali se deslocarem sem ser de carro ou transportes públicos. Nessa hipótese provavelmente que o clube nem teria jogadores suficientes para inscrever nos diversos escalões.

Ou seja, é FUNDAMENTAL que a Direcção tenha a noção que a LOCALIZAÇÃO privilegiada do velho “Foni” é, apesar das fracas condições que o mesmo oferece, um dos únicos e principais factores que ainda assim leva a que muitos jovens aceitem treinar nas condições em que treinam. Imaginemos então o que seria um sintético naquele local.

É pois imperioso que se evite a tentação da alienar aquele espaço para construir um campo de futebol num local ermo ou de acesso difícil sem recurso a automóvel e cuja localização não permita aos jovens residentes em Alcochete deslocar-se sem ser com a ajuda dos pais ou familiares. Como muitos estão ainda nos empregos ou a sair dos empregos à hora em que começam os treinos das camadas mais jovens, muitos não teriam a oportunidade de se sequer comparecer nos treinos.».
´
Quem se der ao trabalho de ler este «post» , compreendará certamente a enorme alegria que eu sinto quando diáriamente passo junto ao velho «Foni» e constato a concretização de uma obra que reputo de nuclear ao futuro do clube. O sonho do sintético do Alcochetense é quase uma realidade.
O mérito é naturalmente inteirinho da actual direcção. Goste-se mais ou menos do perfil pessoal de alguns dos seus protagonistas , a verdade é que até à data e face ao que todos vemos , justifica plenamente o voto de confiança que eu e tantos outros os sócios lhes deram nas sucessivas Assembleia Gerais realizadas desde Maio 2006.
O dia da inauguração dos novos equipamentos desportivos do GDA marcará na minha opinião a página mais alta da história do clube desde a construção do estádio , sendo indubitavelmente um facto , que pela sua importância , se sobrepõe a todos os sucessos desportivos do nosso clube.
Esta Direcção ficará necessariamente na história do clube.
Viva o GDA
Luis Proença - sócio nº 854 do GDA

26 agosto 2007

Atenção a esta equipa

Contra o que é hábito nas obras em Alcochete – que andam devagar, devagarinho e paradas – as do futuro relvado sintético do Alcochetense vão de vento em popa.
Ponham os olhos naquela equipa! Parece-me que se virá a falar dela...
Para ajudar, os seniores entraram no campeonato com o pé direito e despacharam o ribatejano Fazendense com dois golos sem resposta.

06 março 2007

Desportivo: milagres com 70.000 euros!

Sábado telefonou-me o presidente da Direcção do Grupo Desportivo Alcochetense, Dr. Carlos Cortes, pedindo desculpa pela leitura tardia de um texto aqui editado o mês passado e os comentários adicionais.
Só nessa tarde, durante o jogo dos juniores, alguém lhe chamara a atenção para tal.

Antes de mais, estou grato a esse alguém e ao meu interlocutor pela consideração demonstrada. São exemplos de correcção e de respeito pelos bons costumes, raríssimos nos dias de hoje, pelo que me apraz registá-los.
Após ler artigo e comentários, o presidente do Alcochetense garantiu-me não haver nem embargo nem reserva pessoal em dialogar seja com quem for.
Comigo também não, porque nos conhecemos de outras actividades e porque sabia, há cerca de um ano, da existência deste blogue. Todavia, um dos seus terríveis problemas é a falta de tempo, obstáculo habitual de dirigentes desportivos porque, fora das quatro linhas, há vida a governar e família a apoiar. Vida que nunca é fácil, mormente quando numa única semana a profissão e o futebol obrigam a voar 16 vezes!

A conversa telefónica foi longa e explicou-me imensas coisas que tentarei, resumidamente, transmitir em seguida.
Assume sem hesitações a corrida da equipa de seniores rumo ao Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão, objectivo possível mercê da actual liderança no campeonato da III Divisão, série E, com dois pontos de avanço sobre o 2.º classificado (Caniçal) e após a vitória deste domingo, por 2-1, em Alcochete, frente ao Santana (5.º classificado).
Diz-me o presidente que as consequências da subida de divisão foram previstas há um ano, tendo sido já dados passos tendentes a encarar as responsabilidades inevitáveis. Há inúmeras carências, mas existem ideias e projectos para pôr em prática.
Muito em breve será proposta a realização de uma assembleia geral, na qual os sócios tomarão conhecimento do presente e do futuro do clube, quando faltam cinco anos para celebrar as Bodas de Diamante.
Ambiciona o dirigente que essa reunião magna seja a mais participada de sempre, por haver muito a analisar, discutir e decidir. Nomeadamente a revisão dos estatutos, a remodelação do complexo desportivo e a prática de outras modalidades.
Os sócios terão oportunidade de se pronunciar sobre os planos traçados e serão postos perante a necessidade de assumirem, pessoalmente, alguns compromissos, como o de lutar com denodo para que algumas pessoas e instituições cooperem sem reservas políticas nem mentais.
É quase impossível que o Desportivo tenha a equipa sénior na II Divisão com o actual orçamento anual de 70.000 euros (cerca de 14 mil contos em moeda antiga) para todas as categorias, note-se bem!
Nesse aspecto o esforço será enorme e terão de aparecer mais apoios individuais e colectivos.

Relativamente aos restantes escalões, acrescento da minha lavra que, por vezes, os resultados e as classificações até iludem a realidade. Bastar notar que o velho campo "pelado" não tem condições aceitáveis na actualidade, muito menos para jovens praticantes.
Mas o clube não quer prescindir dele, preferindo melhorá-lo com obras profundas e relva sintética. Quando e como saberão os sócios em primeira mão, na assembleia geral.
Detesto ser injusto e como conheço, minimamente, o velhinho campo Foni, construído há meio século, de piso áspero e lamacento, da bola na estrada e nos quintais vizinhos, creio que fazer melhor seja impossível.
Ainda assim, quanto a classificações, segundo o que copiei ontem do sítio do clube na Internet os dados mais recentes são os seguintes:

Escolas - 6.º lugar após seis jogos do distrital de futebol de 7, com duas vitórias, um empate e três derrotas.

Infantis - 2.º lugar após oito jogos do distrital de futebol de 7, com 51 golos marcados e apenas 16 sofridos. Haja respeito por estes miúdos!

Iniciados - Antepenúltimo lugar após 13 jornadas do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

Juvenis - 8.º lugar quando estão disputados 13 jogos do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão.

Juniores - 9.º lugar ao fim de 14 jogos (mais um que a maioria das equipas).

Conviria notar que, na progressão dos Infantis para os Iniciados, há uma dificuldade em que poucos atentam: passa-se do futebol de 7 para o futebol de 11, com mais espaço e balizas maiores. E como no escalão Iniciados os jogadores permanecem duas épocas, ano sim, ano não, as classificações ressentem-se com as saídas para os Juvenis e a chegada dos ex-Infantis.
Carlos Cortes – que continua a acompanhar de perto o futebol juvenil, inúmeras vezes sentado no banco e na qualidade de delegado aos jogos – promete, enfim, que o sucesso dos seniores nunca eclipsará o apoio aos jovens. A formação é, para si, um ponto de honra.
Com algum esforço de memória, julgo ter resumido o essencial da conversa telefónica com o presidente do Alcochetense. Se me esqueci de algo importante, desde já as minhas desculpas. Estava na rua e não podia tomar notas.
Brevemente prometo contar mais coisas, visto termos previsto um encontro logo que a ambos seja possível.

06 fevereiro 2007

Parabéns ao Desportivo Alcochetense!


É da mais elementar justiça felicitar jogadores, técnicos e dirigentes do Grupo Desportivo Alcochetense pela actual classificação no Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão, série E: após 16 jornadas, no início da 2.ª volta da competição, a equipa de seniores situa-se no segundo lugar, com 31 pontos, estando três pontos abaixo do líder (Caniçal) e dois pontos acima do 3.º classificado (Carregado).
Uma vez que subirão à II Divisão Nacional “B” os dois primeiros classificados das séries regionais, neste momento o Alcochetense está em condições de poder igualar um feito que não sendo inédito no seu historial é raríssimo.
Presentemente soma nove vitórias, quatro empates e três derrotas; marcou 22 golos e sofreu 14.
No próximo domingo defrontará O Elvas (12.º classificado), no estádio de Alcochete.
Segundo uma análise estatística, até ao momento o Desportivo tem a segunda melhor defesa da competição e só o ataque está a meio da tabela de produtividade.


Nas restantes categorias das competições distritais as classificações são modestas.

Em Juniores está em 9.º lugar ao fim de 14 jogos, abaixo do habitual em épocas anteriores.

Em Juvenis não se apresenta melhor: 8.º lugar após 13 jornadas.
E em Iniciados a classificação é ainda pior: penúltimo lugar após 13 jornadas.

28 setembro 2006

Boas notícias desportivas

Com excepção do Sport de Samouco, que sofreu pesada derrota, por 3-10, em juvenis masculinos de futsal, todas as equipas do concelho ganharam os jogos dos distritais realizados no passado fim-de-semana.
Além disso, à 2.ª jornada do nacional de futebol da III Divisão, série E, o Alcochetense lidera a classificação geral.